A caixa de comentários do post abaixo está um sarau de bambas. Eu recomendo.
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Sobre este post
Esta página contém um único post de Christiana Nóvoa publicado em April 28, 2005 10:09 PM.
Vale o escrito? foi o post anterior neste blog.
P?las do Sarau é o próximo post neste blog.
Encontre conteúdo recente na página incial or look in the archives to find all content.

(eu não devia ter me proposto, mas enfim... lá vai)
Ela me pede um verso alexandrino
E nos dedos as sílabas fico a contar
Me esquecendo que na hora de poetar
O vate adulto não passa de menino
Culpa minha, ah, essa sina tétrica
Que desde sempre me faz perseguição
Ao invés de nos versos pôr coração
Fico é enredado ao seguir a métrica
Ó, Christiana, que a modéstia me ataque
Mas sonetos mui melhores que o meu
Já estão aí: o do Flavio e o do Inagaki!
:-)
Poeta Nelson, é mesmo quase um soneto
o alexandrino que você me prometeu
e em má emenda eu te dedico este terceto
;-)
Uhuuu! Não tem sarau melhor em toda web! Amei, Nelson!
E aí, quem tem mais um pra pôr na roda?
Aqui no nosso solar
(que não é só lar, é festa,
basta puxar a cadeira
que a conversa ou a seresta
vão rolar a noite inteira)
não cabem só acadêmicas
trovas digitais perfeitas
contadas com zelo e fé.
Que ao poema christiano
se junte o de pé quebrado
e à rima flaviana
se una rima sem pé.
Que o alexandrino Inagaki,
desde o berço destinado
a engendrar dodecaversos,
tente repentes que lembrem
Patativa do Assaré.
Que venham versos em sete
com aquela cara de Lorca,
concretos - como os De Campos -
ou hai-kais, que eu duvido
um Bashô mais divertido
que Nelson, nosso Almirante.
Que venham Carpinejares
e também Camões e Dante.
Só não vale sonegar,
por vergonha ou timidez,
o dom, o talento, a veia
e engavetá-los de vez.
Um poeta de coragem,
convidado de um sarau,
levanta-se, pigarreia,
mata cobra e mostra o pau.
(Isso aqui tá ficando bom!)
Vejam voces que diferente
Um comment assim se fazer
Estimulado por toda essa gente
Que poetando se põe a dizer.
Tudo começa no inicio, que heresia
Quando a nossa doce Christiana,
Postando uma bela e meiga poesia
Mente e finge sim, mas não engana.
Agora não paro com os versos
Ja está se formando um vìcio
Até na fila do banco, perversos
Me veem à mente sem sacrificio
A moça do bar parece que gosta
Já o cara do posto me olha de lado
A minha vizinha me chama de bosta
Mas eu nao lhe respondo, controlado.
Espero que a coisa prossiga
Para poder voltar e comentar
Porem me permitam que diga
Que blog bom para poetar!
Oxente, menina! Isso tá prá lá de bom, sô!
Num sarau sempre tem quem escolhe aquela cadeira confortável e fica ouvindo, coletando pérolas; se enriquecendo. Pois é. Ó eu aqui, ó!
;}