F?ro

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fosforo.jpgMúsicos se atêm ao tema
Ateus, ao sistema
Tementes, a Deus

Só eu me aferro a mim no vão do acaso
No fundo a ordem é só isso: o caos
Desinventando onde duvidar

Ontem, no escuro, me perdi da fé
Sobrou-me um fósforo que não encontro
Nessa bagunça de livros, papéis

Pra quê meu deus arrisco este poema?
A quem eu penso que meu tiro queima?
De quanto peso eu teimo que me livro?

.

5 Comments

Bom demais! dá vontade de telefonar para o autor, de tão bom.

Aproveitando que encontrei o tal fósforo: Brilhante sua poesia!
Quando você se nega, fica transparente(desculpe a audácia de querer adivinhá-la).
E, por favor, não se afaste do risco das viagens poéticas. Você tem o dom.
Beijão -.-

Lindo lindo (só pra variar... ;o,)

Linda essa teimosia-esperança: "
De quanto peso eu teimo que me livro? "

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This page contains a single entry by Christiana Nóvoa published on May 7, 2005 1:00 AM.

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