August 2006 Archives

Dou-me ao luxo

| | Commentários (9)

kandins9640.jpg

confundo as marcas de carros
meu celular é o pior
acho a moda um mundo à parte

meus desejos são mais caros
meu ego consome arte
meu espírito, amor

kairos

| | Commentários (8)

Clock.jpganacrônica
arrítmica
analógica

meu agora é outro sempre ou quase
presente do subjetivo
qual seja

momento vivo
louco motivo
em movimento

tempo propício
entre o princípio
e o precipício


(inspirado por Marcelo P.)

resumo da ?a

| | Commentários (12)

opera_eugene_onegin.jpgnão quero o relato dos seus dias
me conte seus sonhos
que música ouviu
que idéias teve
se pensou em mim
se está a fim de dançar

do resto, me poupe.
detalhes, com roberto carlos

Ao Pai

| | Commentários (5)

Ser pai
é madrecer
no paraíso

Há que espairecer mas sem perder jamais
o juízo


.

meu infinito amor ao pai
e aos pais da minha vida.
chris.

* adonai

| | Commentários (2)

adonai.gifainda falta a palavra que tenha
a fome de artaud
a orelha de van gogh
o deserto de rimbaud
a echarpe de isadora
o silêncio de beethoven
a culpa do papa
a saudade do filho de buda
a solidão de ( * )
cujo nome ninguém escuta


.

Poemeto da Poliana ou Politeama em Moema

| | Commentários (4)

chapl.jpgsmile.jpg
Quem ri quando cai no chão
Não pára de ir por nada
Se a vida só dá limão
Caipira uma gargalhada

.

Fazer um poema ??l:

| | Commentários (11)

redfeather.jpg
É só jogar um monte de palavras bonitas no papel
Depois ir arrancando uma a uma, sem pena
Até sangrar


.

A esperan?? ?a que morre

| | Commentários (18)

esperan.jpgAndam me cobrando que dê mais as caras por aqui, mas sou muito indisciplinada. Estive pensando em outras coisas ou, sei lá, fiquei sem assunto, me perdoam? Continuo amando cada um dos gatinhos pingados queridos que me alegram com sua leitura mas não posso contrariar minha natureza indolente.
Contudo, num esforço de consideração comunicativa, vou dividir com vocês alguns momentos traumáticos por que passei recentemente, ainda que tal relato exponha minhas vulnerabilidades de caráter à execração pública.
Sim, porque quisera eu narrar aqui algum feito heróico, a conquista de um prêmio importante ou meu enriquecimento repentino, mas as novas que trago não são tão alvissareiras. Na verdade, trata-se da confissão de um ato vil:
Eu matei uma esperança!
E com requintes de sadismo, ainda que involuntário, se é que existe algoz inocente. Devo dizer em defesa própria que, se fui covarde, foi porque movida por um medo pânico, abissal.
Tenho pavor de esperanças, grilos, gafanhotos, louva-deuses e todos os demais membros dessa família, tanto quanto de baratas. Não que eles sejam nojentos como as cucarachas, pois até não são. Costumam vir da mata, de lugares limpinhos. Mas têm uma textura áspera, totalmente aflita, e pulam. Em geral, na minha direção. Não sei o que eles têm comigo, deve ser porque emito luz...
Uma vez, estando sozinha em casa e não querendo cometer inseticídio, olhei bem praquela coisinha verde e pensei o mais alto que pude: "Pessoas não comem esperanças e esperanças não comem pessoas, portanto não precisamos ser inimigas. Então vamos fazer um trato: Você não me ataca, eu não te ataco e viveremos felizes para sempre".
Sabem qual foi a resposta da fofa ao meu anúncio de cessar-fogo? Lançou-se num salto diretamente para o meio da minha testa! Quando acordei da síncope, despejei meio tubo de Baygon em cima dela e fui dormir na casa da minha mãe, onde aliás moro até hoje, mas não por culpa da esperança, verdade seja dita. Talvez até por falta dela, mas isso já é digressão.
O fato é que não confio mais em esperança, nem adianta fazer aquela carinha de bicho-grilo. É ela ou eu.
Essa do outro dia ainda por cima era enorme, devia ser uma esperança-de-itú. A meio metro da minha cama.

Sobre este arquivo

Esta página é um aquivo de posts de August 2006 listed from newest to oldest.

July 2006 é o arquivo anterior.

September 2006 é o próximo arquivo.

Encontre conteúdo recente na página incial or look in the archives to find all content.