Eu penso assim, num poema
as palavras tem muitos sentidos, cinco sao o minimo do senso comum.
O cheiro, veja bem, nem sempre eh o que se espera: quimera suja o pe na primeira pisada em falso. E o paladar amargura, tem quem use, nao faz meu gosto; na lingua prefiro o que arde. No mais a voz da musa grafa os lotus que afloram do fundo branco dos murmurios, antes que murchem no proximo suspiro. Olha que onda, o que eu disse? nada pois, de olhos abertos sob o som pra ver que tudo. Polir o verbo bem custa e revela um certo tato e conquanto evite a rudeza nem sempre aumenta o brilho, sobretudo quando encera a falta de. quem muito lapida as vezes quebra o ladrilho
mosaico mobile tudo que se move colorido e vario encontra contratempo em sentido anti
horario
Tem outros muitos sentidos, claro, e obscuros. Figurado, por exemplo: um album para cada boa palavra na banca mais proxima.
Duplo sentido, encontram-se a dois. O verdadeiro, a sos.
Sentido fica quem sente dor de si, depois.
(o que teria sido nao sabe o que eh bom; quem nao vem, nao faz sentido)
Sentido tem aonde ir.
Sentido se encontra distraido.
Senta ai e sente o som do meu a _ _ r
no seu
ouvido
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