a poesia faz caber
dois inteiros mais a lua cheia
em um quarto
crescente
sol nascente colorindo o zinco
ao branco do meio
dia
a metade do meu caminhar
um pe em cada
meia
minha mao
na sua
pra atravessar a rua
poesia nao presta contas nao cabe
so sabe fazer amor e arte
de modo que
quem parte pode ser
maior
que o todo
.
foto: guga

Me likes.
Fantástico, Nóvoa! Como sempre, adoro ver o que você faz com as palavras.
caraca! manero mermo!
O quê uma boa poesia não faz com uma foticazinha!
bjoca
gugala,
você é o fotógrafo-poeta mais modesto (e carioca) que eu conheço.
Dalva, seu voyeurismo é sempre bem-vindo.
Pinto, a mi me (au)gusto ;)
grata e disponha.
muito agradecida a todos, beijos.
Christiana, poetisa maior, poetisa moderna. Numa boa foto, do poeta Guga, fizeste um poema e um filme de amor.Cumprimentos em metro!
Eduardo, quem dera eu tenha feito jus à foto. Pra mim ali tem um filme, o primeiro de uma série rodada a pé pelo mundo, com um câmera à mão e quilômetros de idéias na cabeça ;)
beijos.
Christiana, "minha mão na sua pra atravessar a rua" é tão simbólico, tão bonito...
Olga,
é muito simbólico sim, ainda mais pra mim, que tenho dificuldade de andar de mãos dadas. Agradecida pela percepção. E eu percebi que vc tem voltado por aqui, volte mesmo, sempre. Beijos.
Pesco da poesia aquilo que me cabe. Leio na tua coisas que em encantam. Mesmo em dias sem poesia, você clareia e perfuma todos os ângulos.
Beijão.
Clarice, saudades!
Lembrei de um poema do Leminski que eu adoro (originais aqui) e parafraseei pra você ;)
se clarice
claro se visse
quanto a clarice viu
e não disse
beijos!
Outra matadora!
E ponto!
E pronto
Pra outra!
Bjsssssssss
(tá ficando repetitivo elogiar, mas fazer o que? Vc não ajuda! Cada vez tá melhor!...)
Mario, você não repete, grapete ;)
bjssssss