(para Olga - inspirado por comentario ao post anterior)
Pra mostrar-se
forte
(e esconder um
corte)
tatuou os
nervos
'a flor
da pele
.
(para Olga - inspirado por comentario ao post anterior)
Pra mostrar-se
forte
(e esconder um
corte)
tatuou os
nervos
'a flor
da pele
.
quando chove
de raio
eu chamo
as palavras
de risco
pra vir brincar
em casa
bem longe
de espelho
tesoura
arvore
agua
poste
vassoura
agulha
vidro quebrado
tudo que
fura
ou fere
ou fulgura
um reflexo
qualquer
um cisco
se der
fagulha
atrai
um corisco
que credo
ninguem
aguenta
com o coice
vixe
nem fale
nisso
isola
.
.
.
de capinhas de borracha
vem as chatas
de galochas
e aqui dentro
se abrigam
seguras
ate' o estio
as intempestivas
e um tanto parvas
(com perdao da ma'...)
palavras
.
cada janela
que passa
entre:aberta
revela um
esconderijo
onde vivo
roldando e
relvindo a esmo
enmimesmada
andando
em circos
cada pa'lpebra rasga
um globo
corta a vista
uma fatia fina
fresta
apaga
o resto
a face
oposta
a parte
que a re'stia
de visao
nao descortina
.
nesga
o'ptica
di'ptica
..
vesga
camera
desconti'nua
.
cada quadro
expoe meu
negativo
'a luz
cega
do dia
.
.
todo vidro
que passo
fechado
do outro
lado
nao posso
ir
de dentro
um riso
me espreita
espia
no escuro
assombrado
um sujeito
estranho
suspeito
de ser
eu mesmo
'a minha
revelia
.