February 2008 Archives

rap da poeta louca

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pinup-book-frahm.jpg
Po, que pena, eu nao sou pop!
Nao escrevo soap-opera
nem letra de hip-hop...

No meu verso invento moda,
minhas redondilhas fecham
porem, no universo fashion,
confesso: nao to no top.

O ultimo show eu nao vi,
so escutei a zoeira
(nao ganhei uma pulseira
para o curralzinho vip).

Vai bem baixo meu ibope:
nao sou apresentadora,
nem garota de programa,
nem miss, nem BBB,
nem policial do Bope...

Mas tambem posso aprender;
to a fim de dar um up!
Aparecer na TV
e ganhar uma bolada,
antes que a chance me escape.

Resolvi vender a pena
e o meu contrato com a musa,
em negociata espuria,
pra um tabloide classe Z.

Vou ver se compro, com o troco
um armamento pesado,
um pente de chumbo grosso
e um modelito que arrase.

Adentro algum mega-evento
e, ao som de um funk indigente,
disparo verbos em furia
no primeiro que passar!

Saio mandando objeto
direto pra todo lado;
se o sujeito discordar,
vai tomar no predicado...

Briga sempre junta gente:
aproveito os paparazzi,
vou logo tirando a blusa.

Meio minuto de fama
eh mais que suficiente
pra eu deitar, fazer a cama
e editar a obra completa.

Pois finalmente a poesia
vai estar em cada banca
- num ensaio da playboy:

Poetisa aliterada
abusa da lingua e arranca
a roupa que o rato roi

.

.

.
(fonte da imagem: http://www.thepinupfiles.com/frahm.html )

rediviva

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Este blog esteve fora do ar por 3 dias, depois voltou, depois sumiu de novo, ao que parece por problemas com o Servidor, entidade supra-humana que desconheco mas Louvado seja e nos mantenha em boa conexao!
Foi como uma pequena morte, e tambem nao fui beneficiada por visoes extraordinarias, mas apenas o vazio da inexistencia virtual. Ainda achei que tivesse perdido meus escritos pra sempre - claro que nao tenho backup de nada - e percebi que talvez nao fizessem tanta falta, nem mesmo pra mim.
No milagre da volta aa vida, recobrei minha ilusao de auto-importancia, e cheguei mesmo a ter fe de que voltariam tambem os acentos mas, como podem ver, foi em vao. Tudo bem, quem liga pra uns detalhezinhos graficos diante da avassaladora sensacao de pertencimento, da maravilha de ser um endereco eletronico que funciona, uma gota comunicante em meio ao oceano da web?...
Estou estudando sistemas alternativos pra repaginar o cafofo com acentos modernos, cedilhas arrojadas e tremas de ultima geracao, mas estou cautelosa, nao quero estressar o Servidor e sofrer outra morte subita. A gente vai se apegando a essa vidinha, mesmo com uns defeitos aqui e ali, que vao se arrastando como a perna coxa do dr House. A bengala se incorpora ao figurino como um acessorio excentrico, um charme capenga, de que depois pode ser dificil se livrar. Como a minha teima em escrever evitando angulos agudos e dilemas circunflexos, nem um til de eleicoes nos eua ou no paquistao, nenhuma crase aa bandalha dos cartoes e outros temas aridos...perdoem mas quem nao tem acento, encurta o assunto.
Claro que eu bem queria escrever paragrafos prodigos em proparoxitonas petreas, interjeicoes bombasticas e outras eloquencias de alta tonicidade mas... fica pra proxima.
Por ora, folgo simplesmente por estar em rede, viva!

.

nunc et in hora

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amor te
avia
chega
perto
enquanto e'
tempo

a morte
vem
a metro
-
um trem
parte
sem
aviso

leva
a vida
a fundo
arte
e volta
ao mundo
vazia

todavia
lactea
rota

obra rara
joia pura
moira torta
fia
tece
e corta!

fina-se
o fado
afinal

sobra
a estrada
sina
sinal
estrela da
sorte
nossa

conjunctio
ve nus
a mar-te

possa
a morte
inda que
tarde
ser
a
sim
:
amor-te
em
im

.

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