
Po, que pena, eu nao sou pop!
Nao escrevo soap-opera
nem letra de hip-hop...
No meu verso invento moda,
minhas redondilhas fecham
porem, no universo fashion,
confesso: nao to no top.
O ultimo show eu nao vi,
so escutei a zoeira
(nao ganhei uma pulseira
para o curralzinho vip).
Vai bem baixo meu ibope:
nao sou apresentadora,
nem garota de programa,
nem miss, nem BBB,
nem policial do Bope...
Mas tambem posso aprender;
to a fim de dar um up!
Aparecer na TV
e ganhar uma bolada,
antes que a chance me escape.
Resolvi vender a pena
e o meu contrato com a musa,
em negociata espuria,
pra um tabloide classe Z.
Vou ver se compro, com o troco
um armamento pesado,
um pente de chumbo grosso
e um modelito que arrase.
Adentro algum mega-evento
e, ao som de um funk indigente,
disparo verbos em furia
no primeiro que passar!
Saio mandando objeto
direto pra todo lado;
se o sujeito discordar,
vai tomar no predicado...
Briga sempre junta gente:
aproveito os paparazzi,
vou logo tirando a blusa.
Meio minuto de fama
eh mais que suficiente
pra eu deitar, fazer a cama
e editar a obra completa.
Pois finalmente a poesia
vai estar em cada banca
- num ensaio da playboy:
Poetisa aliterada
abusa da lingua e arranca
a roupa que o rato roi
.
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(fonte da imagem: http://www.thepinupfiles.com/frahm.html )
