Meus anjos tocam trombeta nos portos
Meus mortos tocam banjo nas sarjetas
Sinto pesar minha caneta, é fato
.
Vazia feito os moinhos que enfrento
Sou prato cheio pra crítica alheia
Eu levo jeito é pra viver de vento
.
Se hoje eu tiver que morrer, que morra
Do lodo, de repente aflora um lótus
.
A fonte do meu fogo fátuo jorra
Foto: Lótus - Eduardo Pannain

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