
Circula pela Internet um documento que fala em golpe de estado, recheado de lances rocambolescos e tendo como personagens algumas das figuras mais conhecidas da República.
O que, antes da Internet, se falava à boca pequena e jamais seria publicado por qualquer veículo sério, hoje cai na Rede. Nem tudo que cai na rede é peixe: há mentiras e verdades, pérolas e lixo, versões prováveis e absolutamente improváveis dos acontecimentos. É o que me encanta, todas as manhãs, quando fecho o jornal e abro o computador no jornal eu tenho o que é provável (passível de prova), na Internet o anonimato dispensa a cautela e podemos ter a hipótese não provável mas possível. E há mais possibilidades entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.
As teorias da conspiração têm inegável vantagem sobre os fatos provados são mais inteligentes.
Ao longo dos muitos anos que vivi, acompanhei versões que viraram História: os eventos de 64 foram motivados por um discurso infeliz do Presidente Goulart no Clube dos Sargentos e a marcha Pela Família Com Deus das donas-de-casa paulistas; em 15 dias, os militares se mobilizaram e tomaram o poder por 25 anos. Na época, muitos falavam da CIA e de um plano maior do governo americano para a América Latina mas teorias conspiratórias todos sabemos são improváveis.


