Carnaval, o aval da carne
Entrudo, o nome diz tudo
Momo é do balaco, Baco
Tem álcool pra todo mundo
Abram alas, foliões
Que o meu fígado é mais fraco
Sou meio ruim da cabeça
Meio doente do pé
Vejam só, quebrei o salto
E nem sei sambar direito
Não tenho piercing no umbigo
Nem silicone no peito
De tudo o que eu mais amava
Nos carnavais da infância
Dos bailes e das marchinhas
De máscara e fantasia
Não ficou mais que a lembrança
Qual confete e serpentina
Obstruindo os bueiros
Na quarta-feira de cinzas
As multidões se aglomeram
Como surtos se propagam
E os lixeiros é que pagam
A conta dessa folia


