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Fantasia nº 1: Odalisca

Em apenas uma noite eu te faria mil e uma Xerazade tiraria cada véu Como se fora o último e o primeiro Como se ouvira o cântico dos cânticos Nunca chegando à queda do momento derradeiro mas súbito ao salto Pro alto e ainda não ter paradeiro essa dança do ventre acima embaixo entre Que […]

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Sacril?o

onde sou mais obscena é ser pura quase santa nesta turva obscura cena .

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Ampulheta

. . . em grãos se esvai a vida . e eu tão distraída

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graal

  cristalina taça eu bebo recebo o teu vinho . . . te ofereço o meu vazio      

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Tocata em fuga

diáfana dafne eu ninfa árvore viraria helênica especiaria semideusa sobre louros deitaria para todo o sempre sua então seria se não estivesse me sentindo assim pra ser sincera tão como diria vítima um tanto indefesa desses olhos zeus de olivais olímpicos vultos divinais encantamentos fogos fatais inda ocultos e portanto fico meio arredia quieta no […]

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Coelum

D e u S o u Só eu e nem Doeu

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Infernum

sucumbo ao caos aos maus, aos ônibus oceanos sulfuriosos não solvem súcubus soçobram sombras sob os escombros sobram seus ossos sangram meus ombros socorram íncubus incubem línguas ímpias satântricas kundalinis instantâneas

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Chuva

A vida hai A chuva cai E eu aqui . . . Fotografia Felipe Goifman, 1987.

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Clara

A lua clara bóia como uma abertura no teto do mundo .

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Pecado Original (Jo?e Eva)

João, conheci menina Antes mesmo que me lembre Depois, ninguém me contou Onde é que foi parar Lembro dele sempre ali E então eu nem percebia Sem que eu desse pela falta A vida andou, distraída E João? Ninguém me contou Onde é que foi parar Lembro de sermos amigos Que me emprestava a borracha […]

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Mito

Eu Vênus Te invento Te Apolo Me pitonisa Me enquadra Me hipotenusa Eu musa Você cateto Me inferna Me paraísa Você Adão Eu vã Eu sã Tu Pã Me flauta Me toca Eu neura Me hipnotiza Jo casta Você é Freud .

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Errata

. Não adianta rever o verso O universo é que está do avesso .

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Desen-conto

(Farsa em Ato Único) Disse: “Você é um achado!” * * Não deu 3 tempos… * …deu-lhe um perdido. .

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à espera

  a espera pendura posterga embroma engrupe engana engambela   a espera faz hora demora catimba cabula lê caras lê bula   a espera não faz procrastina não sabe imagina não fala pondera   a espera é pra agora é urgente é frustrada é ausente é buraco é cratera   a espera me onera me […]

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Corpo Santo

Tua lembrança pulsa Luz densa Como se houvera Imensa como se fôra Nostalgia da espera Obra-prima da coisa extensa: Cogita onde não existe Surpresa tão mais persiste Incógnita Verbo em silêncio agudo Abismo por princípio Oni-ausência Ilusão que me pensa Fogo que não se sabe pra quê Não cabe Arde aí No que me escapa […]

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Salam-Aleikum

Você me escreve Arabesco Eu pergaminho .

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fósforo

  músicos atêm-se ao tema, ateus, ao sistema, tementes, a deus. . só eu me aferro a mim no vão do acaso. no fundo a ordem é só isso: o caos desinventando onde duvidar. . ontem, no escuro, me perdi da fé. sobrou-me um fósforo que não encontro nessa bagunça de livros, papéis. . pra […]

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Oroboro ou “O que pode a ins?…”

Infâmia inspirada por minha irmã Patrícia, a mais tímida das Nóvoas (mas não menos “helênica”, como diria o Pinto). Chegada a hermetismos cabalísticos, ela acaba de terminar sua monografia: Anagramas – A “Ars Magna”, tese interessantíssima que, somada à minha natural tendência ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo, lançou-me sem novelo num labirinto vocabular de intermináveis jogos. Após […]

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