exorcismo
Posted in Uncategorized on Feb 6th, 2012
lavro versos curtos como orações palavras são legiões de demônios expulsos corto advérbios pronomes poupo os pulsos .
Posted in Uncategorized on Feb 6th, 2012
lavro versos curtos como orações palavras são legiões de demônios expulsos corto advérbios pronomes poupo os pulsos .
Posted in Uncategorized on Feb 6th, 2012
há o gozo porém antes pôr em ordem a ardência do fogo … paciência não é um jogo para principiantes
Posted in Uncategorized on Feb 2nd, 2012
não sou santa tenho buda só descanso em kama sutra via dutra quando alinha minha espinha aos chakras teus é um deus nos sacuda …
Posted in Uncategorized on Feb 1st, 2012
sinto muito não sou pouca antes só que meia boca . … água mole em boca dura tanto late até que cura …
Posted in Uncategorized on Jan 31st, 2012
ardem-me às costas em brasas as cicatrizes expostas das asas arrancadas a frio com uma faca sem fio ..
Posted in Uncategorized on Jan 28th, 2012
a solidão é sólida e tão densa que a sombra do sol cabe imensa num só não .
Posted in Uncategorized on Jan 22nd, 2012
na porta do inferno estava escrito: é proibido fumar macondo .
Posted in Uncategorized on Jan 19th, 2012
60… 70… e 90? (e nem chove?) 20 dizer: não 10-espere, não p-re, inspire… e i-9 .
Posted in Uncategorized on Jan 18th, 2012
o exato momento do encontro : seu auto retrato em preto dentro do branco do olho do outro .
Posted in Uncategorized on Jan 17th, 2012
pisco pisco e não capisco não entendo quem não assume o lusco-risco eu sou meio vagalume mas ascendo . . .
Posted in Uncategorized on Jan 15th, 2012
entre as pedras e a água: meio-fio entre a metade e um inteiro: vazio entre as perdas de janeiro: rio … .
Posted in Uncategorized on Jan 13th, 2012
da teimosia de que eu peco … eco do pensamento que me aturde … urde como que por encanto surge … urge a sua imagem que disseco … seco se essa voz débil que re-clama … lama fosse punhal que a vida amola … mola veria no amor que descola … escola portal da luz [...]
Posted in Uncategorized on Jan 11th, 2012
viver é um vício, socorro ! um dia ainda morro disso .
Posted in Uncategorized on Jan 10th, 2012
urubus nascem de novo em um estalar de ovo nascer macaco inda que fêmea há que ser macho pra ver a luz o buraco é mais embaixo
Posted in Uncategorized on Jan 8th, 2012
um passo avança dois pra trás … perco a graça nessa dança descompassa o pas-de-deux entre o seu deus e a minha ânsia
Posted in Uncategorized on Jan 7th, 2012
sem os beijos de costume , minha pele em vão se dobra , pergaminho no descarte do curtume , obra de arte no despejo do porão , sem ciúme sem desejo morta à míngua . . . até que vibre o céu da boca e, rediviva , minha língua partida de cobra , fina [...]
Posted in Uncategorized on Jan 2nd, 2012
jorram parábolas, lágrimas pródigas ; meu olho é pálpebra pra toda ópera
Posted in Uncategorized on Dec 31st, 2011
natureza viva ou morta não importa o que é do amor aqui se corta aqui se planta a beleza põe mesa pra janta do jeito que flor
Posted in Uncategorized on Dec 29th, 2011
saudades de amar na areia de mares que ainda nem sei ~ de ondas lambendo a orelha da sereia que serei
Posted in Uncategorized on Dec 28th, 2011
a morte não trema não deságüe a alma lusa quando a luz é forte não há dia triste que apague não existe problema que a musa não corte um poema
Posted in Uncategorized on Dec 23rd, 2011
olha, a linguagem ensina a mentira : o que se mira chama de imagem e o que se imagina … miragem .
Posted in haiquase / senryu / tanka, Uncategorized on Dec 14th, 2011
haiquase que cai? bota fé no samurai e sai de bashô … [mais um "poema incidental", resgatado dos comentários ao poema 'quiromance' /2009 >> http://www.novoaemfolha.com/2009/10/quiromance.html ]
Posted in Uncategorized on Dec 11th, 2011
venta um ar vário varrendo as fendas e há folhas tantas atrás do armário … nas fundas sendas do itinerário vai pras calendas meu calendário .
Posted in Uncategorized on Dec 10th, 2011
finda a tarde cinza e só eu ouvi que é linda … o sol não faz alarde ao cair em si bemol .
Posted in Uncategorized on Dec 4th, 2011
ah se eu soubera que era só foda não fôra toda … amor espera que a vida roda e que se fôda !
Posted in Uncategorized on Dec 3rd, 2011
despertador toca lá fora , um sopro aflora de cada ninho : cantiga de acordar passarinho
Posted in Uncategorized on Dec 2nd, 2011
o peixe pisca ; pra isca que o pesca . [repescado da caixa de comentários do poema 'água na boca' (2009) >> http://www.novoaemfolha.com/2009/10/agua_na_boca.html ]
Posted in Uncategorized on Nov 30th, 2011
por mais que eu minta minha folha fina e branca não estanca tanta tinta , por mais que eu tente (e tento opaca!) minha casca quando molha é transparente
Posted in Uncategorized on Nov 29th, 2011
eu sou a ferrugem lenta e salgada que lambe e te come pela beirada ; a dulcíssima fome que rói teus espelhos na vertigem dos meus lábios vermelhos
Posted in Uncategorized on Nov 28th, 2011
é claro que é válida essa chuva cálida mas a luz é pálida ; e eu que, branquela sei que o sol ardido mata esfola e péla , não sei viver crua … e espero o bandido que me restitua o dia colorido .
Posted in Uncategorized on Nov 26th, 2011
me enerva esse inveredicto , ipso facto … eu desempato no grito : minerva !
Posted in Uncategorized on Nov 21st, 2011
o que quero? eu me pergunto : quero arte em cada assunto quero rir e gozar junto quero todo amor do mundo e se não for pedir muito quero melão com presunto .
Posted in Uncategorized on Nov 18th, 2011
escrevo como quem fia , do emaranhado puxo um punhado até dar linha , e afino à unha a ver se me atrevo a chamar poesia ; escrevo como quem tece sem gabarito um pano curto de trama torta , a ver se amortece o impacto surdo do meu enlevo no céu finito ; [...]
Posted in Uncategorized on Nov 16th, 2011
estar morto ou vivo tem motor não tem motivo .
Posted in Uncategorized on Nov 14th, 2011
mormaço , mar baço , nuvens esparsas esgarçam uma sereia … das ameias a garça } ave cheia de graça { espreita carcaças pra ceia .
Posted in Uncategorized on Nov 14th, 2011
a maré molha : vai-se o mar ido , olha o mar vindo ~ amar é lindo .
Posted in Uncategorized on Nov 12th, 2011
deus fica brabo como o diabo com o fato triste de que só ele de fato existe .
Posted in Uncategorized on Nov 12th, 2011
a lua, um compasso traça halos tênues no céu noturno como anéis de saturno enlaçando os braços de vênus
Posted in Uncategorized on Nov 10th, 2011
meu canto é brusco meu arabesco é um tanto tosco meu lar é porto meu dente é torto meu rei deposto não tenho mastro não deixo rastro mostro no rosto meu quartzo é bruto meu conto é curto meu parto abrupto meu lusco é fusco não sei que busco mas corro [...]
Posted in Uncategorized on Nov 3rd, 2011
cada ausência me enfia uma faca , a ardência cada dia mais fraca ,