Recently in Humor, maledicência e filosofia barata (Christiana) Category

alegriacirq.JPGEstava na padaria ontem à noite, quando um grupo de universitários passou por mim, conversando. Um deles, gorducho como um pachá, proferiu a estranhíssima sentença, enquanto devorava uma baguete: "Não tem nada que eu deteste mais nesse mundo do que o Cirque du Soleil.". Ao que um outro, de físico igualmente empanzinado, completou, roendo uma rosquinha: "É odioso!..."

Eu, hein? Sei não, mas acho que pão e circo andam fazendo mal ao povo.

 

** Grafia corrigida pelo meu querido e cultíssimo amigo Idelber Avelar, consultor deste sítio para assuntos polêmico-lingüísticos.

A falta que faz um redator

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deficiente.JPG
E deficiente mental, podem?

(foto: Regina Grellet)
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o que abunda atrai

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bundacosta.GIFA falta de acento me afasta, todavia o dever me chama.
Ia contar um segredo na caixa de comentarios perfeitamente acentuada de um amigo, fiz um longo relato e, na hora de mandar, deu erro, sabe como eh? de matar, nao? dai a gente entra facil na espiral errada. Tem que fazer uma forcinha pra girar pro outro lado. Oooohhhhmmmm.
No fundo tudo eh perfeito, eu tenho que consertar os acentos ou nao precisar deles. Tenho exercitado o desapego ultimamente, e o desacento. Mas confesso que quero mesmo a abundancia, e devidamente circunflexa. Um comentario frustrado pode virar um loooongo post, por que nao? assim seja.

A cornucopia da abundancia, segundo a lenda, eh uma espiral que funciona assim: quanto mais se usa, mais riqueza vem. Na vida, isso tambem se aplica: aos ricos, nada falta, tudo abunda. A Gisele Bundchen, por exemplo, agora ate bunda tem. Pelo menos ela assim se acredita e, como efeito magico, sua bunda cresce e se multiplica pelas primeiras paginas do pais tornando-se, portanto, uma realidade abundante. Sobretudo quando se sabe as cifras da poupanca dela, e como abunda! Da Gisele, acho que ate eu. Pelo menos, dou uma espiada, ali na primeira pagina pagando cofrinho. E ainda tenho a gloria de constatar que, assim num relance, minha poupanca parece mais... polpuda que a dela. Nada alem de aparencias, claro. O conteudo eh o que conta. A conta da Gisele tem um conteudo inegavelmente maior que a minha. Isso me lembra a filosofia de porta de banheiro de Branco Leone, mas o que tem o o assento a ver com as calcas?

Isso tudo foi pra confessar que... sim, eu vi "O Segredo". (pausa para os comerciais)

Eh o que ha de cafona e sensacionalista mas, pra mim, foi uma especie de revelacao.
Ha alguns meses, mais precisamente no dia 29 de dezembro de 2006 (dia seguinte ao meu aniversario de - outro segredo que cai por terra - 38 anos), vinha eu triste e cabisbaixa, chutando lata pelo caminho, quando esbarrei com um amigo, ou melhor, um conhecido com quem costumeiramente esbarro em meus trajetos e raramente trocamos mais que sorrisos e movimentos de sobrancelha. Eis que nesse dia estava eu - talvez pela tristeza, ou pelo aniversario recente, ou por esses acasos inexplicaveis do destino - mais falante que o costume e o papo rendeu assunto e se estendeu a um cafe na padaria mais proxima. Ao final de 2 medias, 2 cafes pingados e 200 g de pao-de-queijo, despedimo-nos mas ele quis me presentear pelo aniversario com um CD que havia gravado pra sua tia, o ja famoso mas ate entao desconhecido para mim "The Secret". (pausa para os comerciais do livro que desvenda o segredo por tras do sucesso de "O Segredo")

O que o filme diz eu ja sabia. A biblia fala, a cabala fala, Lair Ribeiro fala, a fisica quantica fala, a psiconeurolinguistica fala, cada um de um jeito: o pensamento constroi a realidade. Simples assim.

A questao eh: se eh tao simples, porque nao somos todos felicissimos? Desejamos o sofrimento?
Nao, temos medo. Pensamos culpas e preocupacoes e criamos monstros. Deve ser por isso que as criancas temem ficar sozinhas, pensando. Quando crescem, nao enxergam mais os monstros que criam.

A gente pensa muito mais no que teme, no que odeia, no que nos indigna, do que naquilo que deseja. Temos que reaprender a pensar, saber querer.

O segredo explica que o pensamento desconsidera o nao. Ha que estar atento as palavras. Exemplo: nao pense num cavalo branco. Impossivel, ja foi criado, esta vivo, trotando, nem eh mais nosso.
Esse eh o poder que temos em palavras, imagens e acoes: criar mundos. Eh maravilhoso e assustador ao mesmo tempo, se aceitarmos essa premissa de forma mais radical.

Assustador porque nao controlamos totalmente nossos pensamentos, e se formos comecar a assumir a culpa do mundo por tudo que nos acontece, ai eh que vamos deprimir na hora.
Mas eh maravilhoso tambem porque podemos mudar tudo, basta criar pensamentos melhores. Essa eh a tese, ou pelo menos foi o que entendi.

A chave de tudo parece ser o humor. Porque o mau humor arrasta os pensamentos ralo abaixo, isso eh uma verdade facilmente comprovavel. E um sorriso sempre melhora tudo, gentileza gera gentileza e coisa e tal. Pura verdade, a gente sabe.
Eh que o mau humor tem certo glamour filosofico. Isso o filme nao fala, adendo meu, mas ha que abrir um parentesis para discutir o impacto da extincao do sarcasmo para o ecossistema social. Outra praga a ser erradicada, nao sem certa nostalgia, eh a maledicencia, esta velha companheira, mas eh fato que tambem nos arrasta aa baixeza, entao passemos a frequentar ambientes mais elevados. Mosteiros no Himalaia, coberturas em Manhattan, essas alturas onde todos parecem felizes e riem o tempo todo. Rico ri a toa, pode reparar. Os sabios tambem sorriem, embora mais discretamente. Estou treinando um riso budico pra ver se abunda pro meu lado.(pausa para a foto)

Porque o segredo eh o seguinte, gente: se voce nao eh feliz, finja! Aja como se fosse, sorria muito, voce percebera como eh facil enganar os outros e ate a si mesmo!

O filme fala de uma historia mais ou menos assim: um artista plastico bonito, inteligente e tudo de bom ( e aparentemente nao-gay, vejam que caso interessante!) nao conseguia arranjar uma namorada. A "terapeuta" (?) percebe que os quadros que ele pinta retratam mulheres com expressoes de desprezo, que olham atraves. Ele entao passa a conscientemente produzir quadros com mulheres olhando para ele, apaixonadas. E eis que, em pouco tempo, ele encontra o amor de sua vida.
Nao eh lindo isso? Eu quero!, pensei. Dai eu percebi que estava igualzinha. Fui ver o que andava escrevendo e, cruz credo! Eu estava escrevendo uma historia que nao queria viver. Ou antes, nao estava escrevendo a historia que quero e, modestia aa puta que a pariu, tenho certeza que mereco.

O segredo que vou confessar agora eh que, nao tendo nada a perder, resolvi fazer a experiencia. (pausa para eu pensar se vou contar mesmo)

Olha, como boa celebridade, eu nao falo da minha vida pessoal, entao vamos falar tudo de maneira generica, ok?

Digamos que ha uns meses atras eu comecei a escrever uns poemas como se estivesse apaixonada e/ou me apaixonando, poemas felizes de amor. Nao foi muito facil, ja que nao estava, mas com um pouquinho de imaginacao saiu alguma coisa.

Gentem, foi coisa de uma semana!! Vamos pular genericamente essa parte, porque essa primeira coisa nao foi assim a historia de amor da vida ainda. Isso pode acontecer, uns alarmes falsos, mas faz parte. O importante eh entrar na lei da abundancia.
Porque o que vou dizer toda mulher sabe, entao volto a falar em termos genericos: quando a gente ta em fase encalhada, nem os porteiros olham quando a gente passa. Mas quando arranja um namorado, eh batata: todos os ex-futuros-casos, peguetes eventuais, potenciais e congeneres resolvem lembrar da sua existencia, aparecer, telefonar, e ateh se materializar por acaso no meio do seu caminho. Nao ha garantia de que, dentre estes, esteja o amor de sua vida, mas as chances aumentam muito.

Entao, o que posso revelar genericamente aos leitores de caras eh que, ao que parece, o amor me achou. Ou, em outras palavras: eu dei as caras, e hoje o amor em mim abunda. Mas eh segredo, viu?

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P.s.: Estou tentando produzir acentos com a forca( socorro!) do pensamento... aceito dicas e mentalizacoes.

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ilustracao: Milton Dacosta

A esperan?? ?a que morre

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esperan.jpgAndam me cobrando que dê mais as caras por aqui, mas sou muito indisciplinada. Estive pensando em outras coisas ou, sei lá, fiquei sem assunto, me perdoam? Continuo amando cada um dos gatinhos pingados queridos que me alegram com sua leitura mas não posso contrariar minha natureza indolente.
Contudo, num esforço de consideração comunicativa, vou dividir com vocês alguns momentos traumáticos por que passei recentemente, ainda que tal relato exponha minhas vulnerabilidades de caráter à execração pública.
Sim, porque quisera eu narrar aqui algum feito heróico, a conquista de um prêmio importante ou meu enriquecimento repentino, mas as novas que trago não são tão alvissareiras. Na verdade, trata-se da confissão de um ato vil:
Eu matei uma esperança!
E com requintes de sadismo, ainda que involuntário, se é que existe algoz inocente. Devo dizer em defesa própria que, se fui covarde, foi porque movida por um medo pânico, abissal.
Tenho pavor de esperanças, grilos, gafanhotos, louva-deuses e todos os demais membros dessa família, tanto quanto de baratas. Não que eles sejam nojentos como as cucarachas, pois até não são. Costumam vir da mata, de lugares limpinhos. Mas têm uma textura áspera, totalmente aflita, e pulam. Em geral, na minha direção. Não sei o que eles têm comigo, deve ser porque emito luz...
Uma vez, estando sozinha em casa e não querendo cometer inseticídio, olhei bem praquela coisinha verde e pensei o mais alto que pude: "Pessoas não comem esperanças e esperanças não comem pessoas, portanto não precisamos ser inimigas. Então vamos fazer um trato: Você não me ataca, eu não te ataco e viveremos felizes para sempre".
Sabem qual foi a resposta da fofa ao meu anúncio de cessar-fogo? Lançou-se num salto diretamente para o meio da minha testa! Quando acordei da síncope, despejei meio tubo de Baygon em cima dela e fui dormir na casa da minha mãe, onde aliás moro até hoje, mas não por culpa da esperança, verdade seja dita. Talvez até por falta dela, mas isso já é digressão.
O fato é que não confio mais em esperança, nem adianta fazer aquela carinha de bicho-grilo. É ela ou eu.
Essa do outro dia ainda por cima era enorme, devia ser uma esperança-de-itú. A meio metro da minha cama.

Clube do Bolinha: Rosquinha n?entra

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donut.jpgO primeiro-consorte do Estado do Rio resolveu fazer uma dieta pré-eleitoral e angariar umas manchetes mas a coisa, digamos assim, perdeu o gás. Garotinho está mesmo des"morales"zado.


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(Ilustração: A Governadora Rosquinha, solidária ma non troppo, numa pausa para o cafezinho.)

Carta fora do baralho

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king-clubs.jpg
Cai o Rei de Espadas

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Cai o Rei de Ouros

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Cai o Rei de Paus

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Cai, não fica nada...

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(Cartomante - Ivan Lins / Victor Martins)


...mas nem precisava ser vidente pra cantar esta jogada.


[Legenda da ilustração: um instantâneo de Palocci quando ainda era Rei]


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P.s. - Hoje tem post meu no Bombordo. Vai lá!

P.s.II - Também tem post da Mâmi, para alegria do povo que andava saudoso de suas letras.

Bang-bang, soc, pow!

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E o Kadu, hein? O cara pode até ser mole, mas de terno não tem nada...
kadumoliterno.jpgingridkadu1.jpg

Update: O Flavio, lá da Itália (uma terra plácida onde nada se escuta quando o povo desce o morro por aqui, ou quando o exército sobe, e olha que a chapa tá quente!), pede para saber na íntegra este babado. Pois já está até na Wikipedia.

?abre alas

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tongue.jpgPra começar, a quem interessar possa, um breve relato da passagem do furacão Stones pela cidade, no último fim-de-semana:
Não, crianças, eu não fui!

Vou mandar fazer uma camiseta pra deixar de herança a meus bisnetos. Se até lá um Mick Jagger ducentenário ainda for ídolo pop, pode ser que eles me execrem por isso. Ou pode ser – e é bem mais provável – que não dêem a mínima. "Não foi aonde, bisa? Rolling quem?"

Assisti pela TV, do conforto do meu sofá. Peguei o show no meio, porque antes estava vendo um filme maneiro em outro canal, que não consegui saber o nome porque já estava começado. Tudo bem, quem liga para inícios? Os fins justificam os meios. Comecei pelo momento em que eles tocaram Wild Horses, uma música que eu adoro. Mas no meio daquela muvuca de Copa é que eu não queria estar, nem a cavalo.

A melhor coisa do finde foram @s amig@s de São Paulo – e do Rio também – que encontrei, e os novos amigos que conheci. Por falar nisso, onde estão os do Paraná que não vieram, ou será que vieram e eu não vi?
A Patrícia, minha amicíssima virtual que finalmente encontrei ao vivo, não aguentou as condições de temperatura e pressão do show e veio se refugiar aqui em casa; pegou o finalzinho pela TV. Donizetti, Viva e companhia chegaram mais tarde, Inagaki e respectiva trupe sucumbiram à exaustão pelo caminho.

Por aqui foi tudo ótimo, a noite estava linda e o papo, agradabilíssimo. Juntou-se a nós meu vizinho Bigode, cineasta, que trazia notícias da área vip. Viva (verdadeira locomotiva social da blogosfera) estava muda, mas trouxe sua linda e personalíssima filha Luna, que se expressava por ambas. Patrícia, que pegou no pesado na direção fazendo SP/Rio/SP em um único fim-de-semana, chapou no sofá da outra sala. Depois ficou com vergonha, imagina! Eu compreendo totalmente, sou ativista ferrenha em favor do sono livre. Acho que todos deviam dormir muito para ter mais saúde, melhor humor e consumir menos. Dormir é uma atividade pacífica e ecológica, diria mesmo revolucionária! A tirania da produtividade maníaca tenta patrulhar este nosso direito fundamental, impondo que a gente faça tudo, se informe de tudo, leia tudo, vá a todos os eventos e conheça todo mundo.
Conhece-te a ti mesmo, já dizia Sócrates. O sono é uma atividade solitária, pessoal e intransferível, portanto um excelente momento para se conhecer. Mas isso já é outro assunto.

A misantropa

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crowd_control.jpg
Eu acho que sempre tive a tendência - vide relato do Rock in Rio - mas estou piorando com a idade. Deve ser culpa do meu signo de Capricórnio que, ao que parece, condena seus portadores a idiossincrasias incompatíveis com a vida em sociedade ou, em outras palavras, a uma chatice crônica. Sou fresca, vá lá, comodista, desanimada, alienada, careta.
Mas o fato é que pessoas só me são administráveis em quantidades moderadas e, mesmo assim, por tempo limitado. Maratonas de aglomeração, tô fora. O povo é o demo, já sabiam os gregos.

Anteontem morreu gente em São Paulo em tumulto por causa de uns famosíssimos RDB que eu, em minha bendita ignorância, nem sabia que existiam.

Sinceridade; eu não simpatizo com o demo. Roquem-se e rolem-se à vontade mas não me chamem.
Stones em Copa?? Nem que fosse no tal do curralzinho vip, última novidade em pecuária de celebridades.

Chic é estar na santa paz do lar a uma hora dessas. Vou assistir pela TV, tomando cervejinha gelada e comendo pipoca de microondas. Do mesmo jeito que eu assisto à inauguração da árvore de natal da Lagoa, à queima de fogos no réveillon e outros espetáculos demo-cráticos.

Sapon?o

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111.jpgMinha amiga bióloga informou outro dia que os sapos estão em extinção – como de resto virtualmente toda a fauna e flora deste planeta, segundo este outro biólogo – por causa do aquecimento global.

Concordo que o calor está de matar mas a verdade é que aqui pro meu lado não faltam sapos. Eu mesma andei beijando alguns – e engolindo vários.
Então, contas feitas, talvez seja eu a responsável pela extinção dos sapos, pois que os engulo até bem mais que beijo... Socorro, é uma orquestra a coaxar em mim, e o mundo um deserto silencioso?!

Pois que solto os bichos imediatamente: Xô, vai nessa, sai de mim! Ó Seu Sapo, vai pra Rua do Sabão! E devolvo cada um ao brejo longínquo de onde veio.

Aqui, o doce silêncio barulhento da mata e os sapos lá fora, como sempre. A noite está linda, o tempo é todo meu e o mundo nem parece um lugar tão quente.

No creo en brujas, pero...

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WitchcraftBook.JPG Eu já devo ter sido queimada umas 157 vezes ao longo das encarnações, então não vai fazer muita diferença se eu for pra churrasqueira novamente. Ainda mais que hoje em dia posso pleitear uma execução mais rápida num forno de microondas, coisa de um minuto e meio na potência máxima.
Por essas e outras , vou confessar a vocês:
Sim, eu sou uma bruxa.

É de família, fazer o quê? Mas olha, eu não sou nariguda nem tenho verrugas, e nem gosto muito de roupas pretas. Faço uma linha mais light, nariz arrebitado e trajes civis, tipo "a feiticeira" (a original, é claro. Nicole Kidman que me perdoe, mas eu recuso imitações). Mas também não sou loura, nem tenho aquela vidinha careta. A Mâmi é tão interessante quanto a Endora, só não tem aqueles olhos repuxados nem usa sombra verde. Somos bruxas tropicais pós-modernas, divorciadas e emancipadas. Sabemos nos misturar quase perfeitamente às pessoas normais, e abdicamos do uso de nossos poderes em público, mas ainda assim não é difícil reconhecer uma de nós, se vocês prestarem bem atenção a alguns sinais característicos:

La Concha Cerrada

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(sinópsis de telenobela en portuñol abanzado, tipo excsportación, para todo el mercosur)
Por Chrissita Nuêboa
muchachagirasolesrivera.jpg

En un bedjíssimo balneário rrunto a la mar, Conchita Ibañez y Montalba era una puebre mutchatcha sueñaduera que solamiente desseava encontrar el amuer. Todos los días, cuando su maldossa madriasta, Doña Perpetua Dolores Montalba, molestabale con pessados servicios domesticos y tratamiento dessumaño, Conchita superaba sus probliemas cantándo, suspirándo y sueñándo con Ramón Augustín Hernandez y Zaragoza, su vecino rico, intelirrente y hermosso que ella osserbava de lejos.

Ramón era nóbio de Rossário Nuñes Javier, una chica de la alta sociedad, pero en verdad una golpista ecspertallona que solamiente quería su deñero, y haría cualquier cossa para conseguirlo.
Ramon nunca tenía siquiera mirado Conchita, pues que la madriasta no permitía que la enteada salisse del palaciete, para que no excspussesse su gracia y bedjeza.

Conchita, que amava la mar, saía de cassa escondida para bañar-se en la playa a la notche, cuando tenía luna llena. Ella esperaba su madrasta adormecier y bañavasse por algunos momientos, su mússica-tema al fondo, imárrenes en câmera lienta...
Conchita llorava en segriedo por Ramón, su amor impossible.

O Pulo da Gata

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catwoman.jpg(Por Dra. Lovesick - Personal-self-esteemer)

Da série "só para mulheres (e homens que as adoram)":
TIP - Teoria da Intermitência Permanente

Cara amiga internauta,
Pra começar, aviso que esta teoria é politicamente incorreta. Quem liga? É 100% eficaz, e você sai bem na fita.

Eu tive meu brilhante insight a partir das teorias de Skinner sobre aquisição e manutenção de comportamentos em animais. De tão simples e funcional, eu devia vender esta fórmula em livros de auto-ajuda e ficar muito rica mas, como sou uma missionária da iluminação feminina, dividirei minhas conclusões graciosamente com as freqüentadoras deste sítio.
Os homens, eu preferia que não lessem para que não buscassem alterar conscientemente os resultados mas, como tudo leva a crer que não possam agir contra seus instintos, fico tranqüila. Talvez, em sua curiosidade, aprendam algo sobre si mesmos, e ficarão espantados de perceber como são tão facilmente manipuláveis por estratagemas primários.

Bem, vamos à teoria.

Isto n??m cachimbo ou A trai? da imagem

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pipemagritte.jpgTem pessoas que são exemplos para mim, como Budas vivos: seres iluminados que devem nos servir de guia.
Uma dessas pessoas é minha amiga Dani-Loira, que veio ao mundo para provar que, como Foucault já dizia de uma forma muito complicada, e um anúncio de refrigente, de modo bem mais simples: "imagem é nada, sede é tudo!".

E o que tem o cachimbo do Magritte a ver com a Dani-Loira? Bom, pra começar, ela não é loira. É até um pouco japonesa, na verdade, mas quem se importa? Lá pelos 16 anos ela achou que precisava de um realce no visual. À base de alguma água oxigenada e muita atitude, ela convenceu a si e ao mundo que é loira e pronto, a coisa pegou. Hoje em dia a loirice é alcunha e parte da personalidade, ninguém discute.
A Dani também não é assim propriamente bonita. Altona demais e não muito magra. As feições também não são muito delicadas. Se fosse comigo, acho que viveria meio encolhida, acanhada. Mas a Dani, ao contrário! Ocupa o espaço e ainda sobe no salto! Cabelão loiro (metade é aplique), carão de traveco, e lá vai ela noite adentro. Menina, não é que ela arrasa na balada?! Pega geral!! Vocês devem achar que ela é inteligentérrima, engraçadíssima... que nada! Mas sabe seduzir, sei lá. Ri das piadas dos caras, faz cara de lôra-burra... Funciona que é uma beleza.

Ela tem uma estratégia clara: jamais se deprecia. Está sempre ótima, todos os caras estão a fim dela. Questão de ponto-de-vista, não é mesmo? Outro dia ela arrumou um namorado que tinha ejaculação precoce. Achou uma maravilha, mais uma prova do que ela sempre soube: "Eu sou muito deliciosa merrrmo!"

Há uns meses ela voltou a sair com um ex-namorado e, pra que ele não soubesse que ela estava desempregada, inventou que estava trabalhando numa dessas grandes empresas de telefonia. Mas o namoro engatou mais sério e ela viu que não poderia manter a farsa. Teve que dizer que se demitiu. O motivo? Sofreu assédio sexual, é claro! "Meu chefe está tarado em mim, ai que saco!..." O namorado ficou louco, queria ir lá bater no cara... e ficou muito mais apaixonado, que o aumento da demanda sempre valoriza o produto.

Mas é na hora do biquíni que minha ídola se supera. Não enxerga os culotes, a barriga, as estrias. Só exclama pra si mesma: "Tá podendo, hein Dani?! Lindona!!" E sai rebolando pelas areias de Ipanema, linda, loura e japonesa, destruindo corações.

Ela nunca diz o seu peso mas jura que tem a proporção ideal: "É que eu sou muito alta, tenho ossos pesados, então o peso em mim não conta, o que vale é a medida!" Quer saber suas medidas? No perfil do Orkut, se definiu como "gostosa, tipo falsa magra". Tem 237 fãs.

Conclusão: É melhor ser uma falsa magra do que uma gorda sincera.

Absinto muito

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absinthe.jpgMamãe é uma viciada!

Este é um pedido de ajuda. Minha outrora tão brilhante progenitora foi acometida de CPÍte compulsiva aguda. Não quer mais escrever para este sítio e agora passa noites, madrugadas diante da TV ouvindo intermináveis depoimentos.
Sabe tudo sobre a novela do mensalão: é capaz de citar de cor o número da conta bancária de todos os personagens, o tom da tintura de cabelo de todas as ex-mulheres e ex-secretárias-sex-symbol e conhece toda a coleção de gravatas do Rouberto Chefferson.
Ela jura que entende a trama e já sabe quem matou Salomão Ayala.

A dependência física e psicológica se mostra cada vez mais clara, com todos os sintomas clássicos. De manhã, corre para os jornais com voracidade patológica. Não se contenta com as manchetes, precisa de doses cada vez mais pesadas e lê as menores notas, as letras mais miúdas. Já apresenta manchas negras nas pontas dos dedos, por manuseio abusivo do papel impresso, e seus exames revelam niveis tóxicos de tinta. Quando o jornal matinal se exaure completamente, dedica-se a contragosto a seus afazeres, ansiando pelos momentos de folga, nos quais corre para a TV ou ainda para o computador, onde explora blogues políticos e sites informativos, em busca de novos lances, nuances, detalhes, numa luxúria desenfreada.

Passeando por aí, descobri que a recém-repaginada colega Cam anda sofrendo do mesmo mal.
Será que você, amiga-irmã-dona-de-casa, também sofre em silêncio?

Vamos dividir nossos dramas e criar a CPIA (cepeiômanos anônimos) para cuidar dos adictos queridos. E a CPIANON para cuidar de nós outros, parentes e amigos dos adictos, também chamados co-dependentes. Nós também estamos doentes e precisamos nos tratar com urgência!

As palavras de ordem de nossa fraternidade anônima:
CP-IA moralizar o país! Ah, fala sério, CP-IA-NON...

***

Saio da vida para entrar na história

Teve um encontro fundamental de blogueiros sexta-feira aqui no Rio e TODO MUNDO foi, menos EU, é claro! Mais um evento imperdível perdido, para abrilhantar meu currículo. Temo que meus futuros biógrafos não terão muita coisa pra contar... Paciência, nunca gostei mesmo de biografias.
Em compensação, nesse mesmo dia, dois de meus personagens preferidos tiveram filhos, gerando 3 novas estrofes de uma história que eu considerava completa. Foi emociante! Nasceu um casalzinho de artistas circenses, não é um amor?

***

Boa semana, pessoas!

E botem minha mãe pra trabalhar aqui no pedaço, por gentileza! No mínimo ela podia compartilhar suas conclusões políticas conosco, pobres co-adictos que já perdemos o bonde desse folhetim há séculos.

Exponha essa história vergonhosa, lave essa roupa suja em público! Abra seu coração, irmã Maria Helena, coragem!! É compartilhando que o dependente se cura!...

E sai dessa lama, enquanto é tempo. Fecha esse jornal, desliga essa TV, esquece esse Brasil, Manhê... Só por mais 24 horas.

Revisando Anexins

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(minhas versões pessoais para alguns provérbios conhecidos)
safar_klaun_mickem_na_nose.jpg
Mais valem dois pássaros voando
do que um ficar na mão

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Antes sol
do que mal e acompanhada

.

Deus acuda
quem cedo madruga!

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Promessa é dúvida.

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Ri por último,
que eu rio melhor.

Recorda?s para n?deixar de perder um Mega-Evento

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woodstockticket.jpg

A FLIP é apenas mais uma marca em minha extensa lista de eventos imperdíveis perdidos. Sou muito boa nisso, até porque eu comecei cedo; desde criancinha já praticava o esporte: por exemplo, sendo carioca, nunca fui ao Maracanã em dia de decisão. Aliás, nunca fui lá em dia nenhum, nem na chegada do Papai Noel de helicóptero, nem em Show do Roberto Carlos, nem na missa do Papa. Ao Maracanãzinho fui algumas vezes porque, na adolescência, minha índole vacilou e afrouxei meus propósitos isolacionistas. Eu nem devia contar isso pra vocês, devia fingir que esqueci e mudar de assunto, mas eu fui ao Maracanãzinho ver o Peter Frampton. Adolescência. Foi também aí nessa fase dourada, na aurora da minha vida, que eu abri a maior exceção de todos os tempos: meninos, EU FUI ao Rock in Rio!
O primeiro e original, aquele da musiquinha "se a vida começasse agora...". Afinal eu era uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones e sofria, como boa parte da minha geração, da "Síndrome da Inveja de Woodstock". Por tudo isso eu acampei no lamaçal da Barra da Tijuca e testemunhei este momento histórico. Lembro até hoje, ah, se lembro.

Impacto profundo

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DINASA.jpgEsta madrugada uma bola de cobre do tamanho de uma poltrona colidiu com um cometa com a delicada intenção de abrir-lhe uma cratera do tamanho de um estádio. Parece que conseguiu.
A todas essas, os EUA aproveitaram o aniversário de sua Independência para fazer um mega-show pirotécnico com cobertura em tempo real.

Belas fotos e tudo mas confesso que achei a estratégia de aproximação um tanto truculenta. Um jeito assim meio Bush de ser, já chega detonando, não deixa pedra sobre pedra. Espero que não tenha sobrado um estilhaço fora de órbita pro nosso lado. jeannienelson.jpgO pessoal da NASA diz que "é pouco provável". O que, no meu entender, significa que é TOTALMENTE POSSÍVEL. Mas tenhamos fé na mira da galera. Afinal, pra que serve tanta sinuca nos intervalos do trabalho? Vamos confiar no taco do Major Nelson!

Quanto ao pedregulho, parecia simpático, que Deus o tenha. Tomara que não more ninguém lá... Aqui na Terra, teve gente que tomou as dores da pobre rocha agredida. Que fique bem claro que, embora eu seja astróloga nas horas vagas, não tive nada a ver com esse processo. Agora, pensando bem, acho que vou reivindicar meu quinhão nessa bufunfa astronômica. Sinto que meu ser cósmico foi profundamente atingido por este bólido. Houve um desalinhamento do meu corpo energético, o que requer soluções urgentes, porque estou indo pra Angra essa semana e quero estar ok no biquíni. Além disso, tem um enorme rombo na minha pessoa física, enquanto jurídica, e eu preciso de uma reparação dessa ordem (das centenas de milhões de dólares!!) para restaurar o equilíbrio vital dos meu chakras, principalmente daquele localizado no meu bolso. Ohm!

A Normal e a Patal?a

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"O ser tem inumeráveis estados, cada vez mais perigosos." (Antonin Artaud)
padrao-patalogica.jpg

O pior de ter estudado Psicologia foi descobrir um sem-número de distúrbios dos quais sou portadora. Aí vai minha insana lista, certamente incompleta (os grifos são meus):

Síndrome de Idiot-Savant (idiota-sábio) – forma rara de autismo, também conhecida como “Síndrome de Asperger”, onde uma ou mais habilidades, geralmente artísticas ou matemáticas, podem ser extremamente desenvolvidas, enquanto outras beiram a idiotia. Seriam como “ilhas de genialidade” em meio a um mar de incapacidades.
Segundo a CID-10: “Esta síndrome se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de que não se acompanha de um retardo ou de uma deficiência de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo. Os sujeitos que apresentam este transtorno são em geral muito desajeitados

Meu jeito Mr. Bean de ser tem denominação científica!…


Delírio- Juízo patologicamente falso da realidade. Este juízo falso deve apresentar três características:
1 - deve apresentar-se como uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável;
2 - deve ser impenetrável e incompreensível para o indivíduo normal, bem como impossível de sujeitar-se às influências de correções quaisquer, seja através da experiência ou da argumentação lógica e;
3 - impossibilidade de conteúdo plausível.
Segundo Kraepelin, "Delírios são idéias morbidamente falseadas que não são acessíveis à correção por meio do argumento". Bleuler, por sua vez, dizia que "Idéias Delirantes são representações inexatas que se formaram não por uma causal insuficiência da lógica, mas por uma necessidade interior. Não há necessidades senão afetivas"

Meu juízo, via de regra, satisfaz a estes critérios, ou seja: não tem critério algum.

Consult? Sentimental da Dra. Lovesick

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broken heart.jpgTeste cardio-psico-patológico:
Quem é você quando seu coração vai mal?

1- Quando se apaixona pela pessoa errada, você:

a) Nega, afasta, esconjura com todas as forças do peito e pronto: desapaixona na mesma hora;
b) Aceita com um suspiro profundo sua sina de melancolia;
c) Escreve um poema;
d) Liga o “foda-se” e corre atrás, doa a quem doer (desde que o prejudicado não seja você);
e) Se mata

2- Quando aquela pessoa por quem você andava apaixonado(a) o(a) trata com certo desprezo ou mesmo o(a) ignora solenemente, você:

a) Responde com uma agressão ostensiva, na lata, e esquece logo depois;
b) Recolhe-se num silêncio magoado e corta relações;
c) Faz que nem percebeu, superior;
d) Arquiteta uma grande vingança para momento posterior e inesperado;
e) Se mata

3- Quando descobre que levou um baita chifre, você:

a) Não sabe a sua reação porque isso nunca lhe aconteceu ;
b) Faz o maior drama, termina tudo e depois chafurda na depressão profunda;
c) Não fala nada, enfia a viola no saco e sai de fininho antes que alguém perceba;
d) Chama na chincha, desce o barraco, roda a baiana, depois passa o rodo em todos(as) amigos(as) dele(a) para provar QUEM É O(A) MELHOR;
e) Se mata

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Resultados:

Maioria de letras A: Você é um forte, um vencedor, orgulho de sua raça, mas é um(a) ogro(a) insensível, incapaz de viver um grande amor.
Maioria de letras B: Você é um(a) idiota e sofre demais. Agora vai chorar 3 dias e 3 noites porque eu disse isso.
Maioria de letras C: Você se acha muito chic mas no fundo é um poço de soberba.
Maioria de letras D: Você não é fácil, hein? Vá de retro!
Maioria de letras E: Você já era há muito tempo… ui, sai daí, alma penada!
Uma letra de cada: Você é incoerente e totalmente esquizofrênico (meu caso, é claro!).

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Conclusão:
Ninguém fica bem na foto quando o coração vai mal.

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