seleta poesia chris: December 2007 Archives

intemperie

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quando chove
de raio
eu chamo
as palavras
de risco
pra vir brincar
em casa

bem longe
de espelho
tesoura
arvore
agua
poste
vassoura
agulha
vidro quebrado
tudo que
fura
ou fere
ou fulgura
um reflexo
qualquer
um cisco
se der
fagulha
atrai
um corisco
que credo
ninguem
aguenta
com o coice
vixe
nem fale
nisso
isola
.
.
.

de capinhas de borracha
vem as chatas
de galochas

e aqui dentro
se abrigam
seguras
ate' o estio
as intempestivas
e um tanto parvas
(com perdao da ma'...)
palavras

.

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